Gilles Deleuze: Duas questões sobre a droga.

por Gilles Deleuze | Trad.: Guilherme Ivo São apenas duas questões. Vê-se muito bem que não se sabe o que fazer com as drogas (mesmo os drogados), mas também não se sabe como falar delas. Ora se invocam prazeres, difíceis de descrever e que já supõem a droga. Ora, ao contrário, invocam-se, causalidades demasiadamente gerais, extrínsecas … Continue lendo Gilles Deleuze: Duas questões sobre a droga.

Sennett & Foucault: Sexualidade e Solidão

por Richard Sennett e Michel Foucault | Trad.: Lígia Melo da Costa, Maria Beatriz Chagas Lucca e Sérgio Augusto Chagas de Laia Richard Sennett: Há poucos anos atrás, Michel Foucault e eu descobrimos que estávamos interessados no mesmo problema, em períodos históricos bem diferentes. O problema é por que a sexualidade se tornou tão importante para … Continue lendo Sennett & Foucault: Sexualidade e Solidão

As cartas de Nise da Silveira a Spinoza

CARTA I Meu caro Spinoza, Você é mesmo singular. Através dos séculos continua despertando admirações fervorosas, oposições, leituras diferentes de seus livros, não só no mundo dos filósofos, mas, curiosamente, atraindo pensadores das mais diversas áreas do saber, até despretensiosos leitores que insistem, embora sem formação filosófica (e este é o meu caso), no difícil … Continue lendo As cartas de Nise da Silveira a Spinoza

Anaïs Nin: Retratos de Antonin Artaud

[Os textos que seguem foram retirados dos Diários de Anaïs Nin (Vol. 1, 1931-1933). Anaïs e Artaud se conheceram através de René Allendy, psicanalista destacado na época, com o qual Anaïs chegou a fazer terapia. Os textos dão a ver tanto a recepção da figura de Artaud pela sensibilidade de Anaïs Nin, como também, em … Continue lendo Anaïs Nin: Retratos de Antonin Artaud

Antonin Artaud: O Suicídio É Uma Solução? (1925)

Por Antonin Artaud | Trad.: Cláudio Willer O Suicídio É Uma Solução? [resposta de Artaud a uma enquete surrealista] Não, o suicídio ainda é uma hipótese. Quero ter o direito de duvidar do suicídio assim como de todo o restante da realidade. É preciso, por enquanto e até segunda ordem, duvidar atrozmente, não propriamente da existência, … Continue lendo Antonin Artaud: O Suicídio É Uma Solução? (1925)

Antonin Artaud: Carta ao Papa (1925)

Por Antonin Artaud | Trad.: Cláudio Willer O confessionário não é você, oh Papa, somos nós; entenda-nos e que os católicos nos entendam. Em nome da Pátria, em nome da Família, você promove a venda das almas, a livre trituração dos corpos. Temos, entre nós e nossas almas, suficientes caminhos para percorrer, suficientes distâncias para que neles … Continue lendo Antonin Artaud: Carta ao Papa (1925)

Antonin Artaud: Carta aos Médicos-chefes dos Manicômios (1925)

Por Antonin Artaud | Trad.: Cláudio Willer Senhores, As leis e os costumes vos concedem o direito de medir o espírito. Essa jurisdição soberana e temível é exercida com vossa razão. Deixai-nos rir. A credulidade dos povos civilizados, dos sábios, dos governos, adorna a psiquiatria de não sei que luzes sobrenaturais. O processo da vossa profissão … Continue lendo Antonin Artaud: Carta aos Médicos-chefes dos Manicômios (1925)

Antonin Artaud – Segurança Pública: A Liquidação do Ópio (1925)

Um dos manifestos surrealistas de Antonin Artaud, divulgado em La Révolution Surréaliste em 1925, intitula-se Segurança Pública: A Liquidação do Ópio (publicado no Brasil em Escritos de Antonin Artaud, tradução, notas e prefácio de Claudio Willer, L&PM, 1983 e reedições). Nele, o futuro criador do Teatro da Crueldade, antecipando o que ainda diria a respeito em suas Cartas de Rodez e … Continue lendo Antonin Artaud – Segurança Pública: A Liquidação do Ópio (1925)