O Barco Bêbado, poema de Arthur Rimbaud

“O Barco Bêbado” (1871), poema de Arthur Rimbaud, vivido por Léo Ferré, com tradução de Augusto de Campos.     O Barco Bêbado - Arthur Rimbaud Quando eu atravessava os Rios impassíveis, Senti-me libertar dos meus rebocadores. Cruéis peles-vermelhas com uivos terríveis Os espetaram nus em postes multicores. Eu era indiferente à carga que trazia, … Continue lendo O Barco Bêbado, poema de Arthur Rimbaud

“Impossibilidade”, por Charles Bukowski

"Van Gogh escrevendo para o irmão pedindo tinta Hemingway testando seu rifle Céline fracassando como médico a impossibilidade de ser humano Villon expulso de Paris por ser um ladrão Faulkner bêbado nas sarjetas de sua cidade a impossibilidade de ser humano Burroughs matando sua mulher com um tiro Mailer apunhalando a sua a impossibilidade de … Continue lendo “Impossibilidade”, por Charles Bukowski

As cartas de Nise da Silveira a Spinoza

CARTA I Meu caro Spinoza, Você é mesmo singular. Através dos séculos continua despertando admirações fervorosas, oposições, leituras diferentes de seus livros, não só no mundo dos filósofos, mas, curiosamente, atraindo pensadores das mais diversas áreas do saber, até despretensiosos leitores que insistem, embora sem formação filosófica (e este é o meu caso), no difícil … Continue lendo As cartas de Nise da Silveira a Spinoza

Julio Bressane: Cinema Deleuze

Cinema Deleuze “As conchas são os ossos do oceano, disperso esqueleto, desvago”, escreve Guimarães Rosa em “Aquário”, estamos em maio de 1954, é minha travessia na água-viva, sorvo e inflamo Deleuze como flor colhida num sonho, Jerônimo lutador no deserto, argonauta do trans e observador do des (o temível prefixo que transtorna o radical!), passageiro … Continue lendo Julio Bressane: Cinema Deleuze