O Barco Bêbado, poema de Arthur Rimbaud

“O Barco Bêbado” (1871), poema de Arthur Rimbaud, vivido por Léo Ferré, com tradução de Augusto de Campos.     O Barco Bêbado - Arthur Rimbaud Quando eu atravessava os Rios impassíveis, Senti-me libertar dos meus rebocadores. Cruéis peles-vermelhas com uivos terríveis Os espetaram nus em postes multicores. Eu era indiferente à carga que trazia, … Continue lendo O Barco Bêbado, poema de Arthur Rimbaud

“Imagens-Deleuze”, por Roger-Pol Droit

por Roger-Pol Droit | Trad.: Rodrigo Lucheta   Quando eu já não souber amar e admirar pessoas ou coisas (não muitas), me sentirei morto, mortificado. Gilles Deleuze, Conversações.   Sem clichês calculados. Nenhum ponto de vista. De Gilles Deleuze me restam imagens de amador. Não são fotografias. Nada além de esboços mentais, que eu sou o … Continue lendo “Imagens-Deleuze”, por Roger-Pol Droit

Gilles Deleuze: Duas questões sobre a droga.

por Gilles Deleuze | Trad.: Guilherme Ivo São apenas duas questões. Vê-se muito bem que não se sabe o que fazer com as drogas (mesmo os drogados), mas também não se sabe como falar delas. Ora se invocam prazeres, difíceis de descrever e que já supõem a droga. Ora, ao contrário, invocam-se, causalidades demasiadamente gerais, extrínsecas … Continue lendo Gilles Deleuze: Duas questões sobre a droga.

FILME: O Mínimo Gesto (1971) | Fernand Deligny

Por: Nicolas Philibert | Trad.: Rodrigo Lucheta  "Débil mental", dizem os especialistas. Tal como é no mínimo gesto, ele o é na vida cotidiana que levamos juntos há mais de 10 anos.... Tal como é, para nós ele é uma fonte inesgotável de riso o tempo todo, desde que chega. E neste filme como na … Continue lendo FILME: O Mínimo Gesto (1971) | Fernand Deligny

Sennett & Foucault: Sexualidade e Solidão

por Richard Sennett e Michel Foucault | Trad.: Lígia Melo da Costa, Maria Beatriz Chagas Lucca e Sérgio Augusto Chagas de Laia Richard Sennett: Há poucos anos atrás, Michel Foucault e eu descobrimos que estávamos interessados no mesmo problema, em períodos históricos bem diferentes. O problema é por que a sexualidade se tornou tão importante para … Continue lendo Sennett & Foucault: Sexualidade e Solidão

As cartas de Nise da Silveira a Spinoza

CARTA I Meu caro Spinoza, Você é mesmo singular. Através dos séculos continua despertando admirações fervorosas, oposições, leituras diferentes de seus livros, não só no mundo dos filósofos, mas, curiosamente, atraindo pensadores das mais diversas áreas do saber, até despretensiosos leitores que insistem, embora sem formação filosófica (e este é o meu caso), no difícil … Continue lendo As cartas de Nise da Silveira a Spinoza

Michel Foucault: “A Escrita de Si”

por Michel Foucault | trad.: Elisa Monteiro & Inês Autran Dourado Barbosa   A Vita Antonii de Atanásio apresenta a anotação escrita das ações e dos pensamentos como um elemento indispensável à vida ascética: "Eis uma coisa a ser observada para nos assegurarmos de não pecar. Consideremos e escrevamos, cada um, as ações e os … Continue lendo Michel Foucault: “A Escrita de Si”

Julio Bressane: Cinema Deleuze

Cinema Deleuze “As conchas são os ossos do oceano, disperso esqueleto, desvago”, escreve Guimarães Rosa em “Aquário”, estamos em maio de 1954, é minha travessia na água-viva, sorvo e inflamo Deleuze como flor colhida num sonho, Jerônimo lutador no deserto, argonauta do trans e observador do des (o temível prefixo que transtorna o radical!), passageiro … Continue lendo Julio Bressane: Cinema Deleuze

Jean-Luc Godard: Aprendisagem do Descontínuo

por Ruy Gardnier Jean-Luc Godard: Aprendisagem do Descontínuo A nuca de Jean Seberg. Ou de Patricia Franchini, pois é ela a personagem, filmada de trás, flagrada no assento do carona de um conversível passeando pelas ruas de Paris. Enquanto ela conversa com o namorado-motorista, que permanece fora de quadro, a imagem salta diversas vezes, cortando … Continue lendo Jean-Luc Godard: Aprendisagem do Descontínuo

Witold Gombrowicz: Quanto mais inteligência, mais estupidez

A razão é demasiado sabia para poder defender-se da sua estupidez mais estúpida. Quanto mais nobre é a qualidade da razão, tanto mais infame é a categoria da estupidez que lhe corresponde. Os métodos da episteme humanista ocidental são tanto mais exatos quanto mais indefinido é seu objeto, tanto mais científicos quanto menos se presta … Continue lendo Witold Gombrowicz: Quanto mais inteligência, mais estupidez

“O Filósofo Brasileiro”, por Claudio Ulpiano

O FILÓSOFO BRASILEIRO Pode ser surpreendente, mas existe filosofia no Brasil. É evidente que o filosofo brasileiro é uma espécie de buraco no fundo dos oceanos, para onde as águas de todo o planeta se dirigem. Então, nós recebemos a poesia inglesa, o rock australiano, a filosofia francesa. Nós somos uma mistura, mas exatamente por … Continue lendo “O Filósofo Brasileiro”, por Claudio Ulpiano

Conversações: Luiz Orlandi e Gilles Deleuze

Transcrição do áudio de conversa de Luiz Orlandi e Gilles Deleuze, com participação de Gérard Lebrun, Jean François Lyotard, Marilena Chauí e Arnaud Vilani.   ORLANDI – As conversações que o senhor manteve com Claire Parnet, seja por escrito ou em falas adensadas por imagens, como as do Abecedário , é que me inspiraram a solicitar este … Continue lendo Conversações: Luiz Orlandi e Gilles Deleuze

Carta de Wanda Dunajew a Sacher-Masoch

Por: Wanda Dunajew  |  Trad.: Rodrigo Lucheta Léopold Sacher-Masoch, autor de “A Vênus das Peles”, adaptada para o cinema por Roman Polanski, é mais que o pai espiritual do masoquismo, pois ele viveu em si mesmo os gozos cruéis e infinitos. A seu pedido, sua mulher Aurora Rûmelin, que ele chamava Wanda de Dunajew, lhe … Continue lendo Carta de Wanda Dunajew a Sacher-Masoch