O liso e o estriado: Beethoven e Steve Reich (por Silvio Ferraz)

por Silvio Ferraz "O ponto que pretendo alcançar nesta leitura é aquele que diz respeito à forma musical. Para falar de forma tomarei por base a definição de Boulez - e Deleuze a partir de Boulez - para espaço e tempo liso ou estriado. A razão é simples, distingue-se de fato de um lado a … Continue lendo O liso e o estriado: Beethoven e Steve Reich (por Silvio Ferraz)

Max Stirner e sua suposta influência sobre Nietzsche

De 1806 à 1856, ou seja, no curto espaço de cinqüenta anos, um raio anarquista atravessou a Alemanha e gritou à babel filosófica européia sons inauditos. Chamava-se Max Stirner, precursor daquilo que viria a ser conhecido como “anarquismo individualista”. Dentre as inúmeras frases afiadas de seu livro “O Único e Sua Propriedade” (clique aqui para baixar o e-book completo), … Continue lendo Max Stirner e sua suposta influência sobre Nietzsche

La Mettrie: filósofo, médico e opiômano

Em pleno século 18, contemporâneo de Kant, em meio às luzes esclarecidas, houve um médico-filósofo que sorria, que fazia apologia do ópio e que se dizia, como “as patas de Vaucanson em Paris” (!), “sem alma, sem espírito, sem razão, sem virtude, sem discernimento, sem gosto, sem polidez e sem costumes”. Ele era especialista em doenças … Continue lendo La Mettrie: filósofo, médico e opiômano

Gustav Mahler – Cantos Fúnebres para Crianças

“Nos Kindertotenlieder (Cantos Fúnebres para Crianças), sente-se uma penetração psicológica aprofundada, uma inflexão cromática intensificada e uma orquestração fascinante que desenvolve o estilo de câmara das canções do Viajor. Os poemas são de Friedrich Rückert, e Mahler confessou, após a morte de sua filha mais velha, que os musicou “na agonia do medo de que … Continue lendo Gustav Mahler – Cantos Fúnebres para Crianças

Audio-book de Gilles Deleuze sobre cinema

De 1981 à 1984, Gilles Deleuze s'est consacré au cinéma. Pendant ces années de cours à Paris VIII, il a écrit et publié aux Editions de Minuit L'image-mouvement et L'image-temps (1983 et 1985). Ses cours, puis ses deux livres ne sont pas une histoire du cinéma. Deleuze n'aborde pas le cinéma sous son aspect technique … Continue lendo Audio-book de Gilles Deleuze sobre cinema

Sentimentos morais e pensamento – Friedrich Nietzsche em “Aurora”

30. (...) apenas sentimentos são hereditários, não pensamentos (...). 09. (...) a moralidade não é outra coisa (e, portanto, não mais!) do que obediência a costumes, não importa quais sejam; mas costumes são a maneira tradicional de agir e avaliar. (...) O que é a tradição? Uma autoridade superior, a que se obedece não porque … Continue lendo Sentimentos morais e pensamento – Friedrich Nietzsche em “Aurora”

Gustav Mahler – 1ª Sinfonia – Titan

“As obsessões mórbidas de Mahler levaram-no a consultar-se com o próprio Freud e também compor a sombria Kindertotenlieder (Canções das Crianças Mortas). A composição dessa obra aterrorizou a própria esposa de Mahler, que dizia não entender que ele escrevesse sobre crianças mortas quando tinha acabado de pegar nos braços, bem vivas, as suas próprias filhas”. … Continue lendo Gustav Mahler – 1ª Sinfonia – Titan

Ecce Homo – Nietzsche & Wagner

“Quem quer se livrar de uma pressão intolerável necessita de haxixe. Pois bem, eu necessitava de Wagner. Wagner é o contraveneno para tudo alemão par excellence— ainda veneno, não discuto... A partir do instante em que houve uma partitura para piano do Tristão — meus cumprimentos, sr . von Bülow! — eu fui wagneriano. As … Continue lendo Ecce Homo – Nietzsche & Wagner

O Corpo-com-Órgãos de Michel Onfray

 Por Michel Onfray | Trad.: Rodrigo Lucheta O TOTEM NÃO É TABU Artaud, entre múltiplas invenções linguageiras que constituem um tanto de licenças poéticas, falou do "corpo-sem-órgãos". Sob a pena de Gilles Deleuze, o escriba equilibrado do louco genial que era Félix Guattari, este conceito deu a volta no planeta. Tornou-se "CsO" (Concurso de salto … Continue lendo O Corpo-com-Órgãos de Michel Onfray